PAP diz.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Vídeo =Rapaziada treinando popping na P.A.P.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Mais fotos do encontro especial da P.A.P.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Encontro especial P.A.P.
Aconteceu domingo dia 31 de maio de 2009 um encontro especial da P.A.P
reunindo vários adeptos do HIP-HOP alagoano .
Apesar da chuva que não deu muita trégua,dificultando a realização do evento
Mas mesmo assim compareceram varios B.boys e algumas B.girls de varias partes Vergel, Jacintinho, Village Campestre, Jaqueira, Clima Bom. Sta. Lúcia,Cleto M. luz, B.leão e ate do interior União dos palmares infelizmente o objetivo principal que era realizar uma batalha de crew não foi bem sucedido mas foi feito uma batalha de trio muito bem dispultada agradando a todos e a todas presentes
Nesse que foi o primeiro encontro especial da P.A.P. tivemos dois elementos em ação o DJ e o B.boy , no proximo vamos colocar em atividade o mc e o grafiteiro aguardem.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Encontro especial da Posse Atitude Periférica
Nesse primeiro enconro vamos ter como atração uma Batalha de crew e uma batalha de rima
e apresentação de um grupo de rep ainda ñao definido qual.
Contamos com sua presença a entrda é franca .
Conj. Dubeaux Leão na escola Irêne Garrido proximo ao terminal melhores informações 8864-3972 c/ Paulo
segunda-feira, 11 de maio de 2009
HISTÓRIA DO HIP-HOP EM ALAGOAS por Djp PART 1
Em 1994, eu DJP, cheguei de São Paulo trazendo na bagagem mental uma grande quantidade de conhecimento sobre um movimento chamado HIP-HOP. Antes de vir para Maceió, passei primeiro por União dos Palmares, onde morei por 12 anos (de 1980 a 1992). Foi em janeiro de 1994, em União dos Palmares, que comecei a organizar o HIP-HOP. Os primeiros adeptos ao movimento em União dos Palmares foram meus amigos de infância. Infelizmente, muitos deles já tinham caído em algumas armadilhas da vida, como álcool, maconha, armas, casamento na adolescência, etc. Mas como o HIP-HOP que conheci falava justamente sobre resgatar a autoestima de pessoas nessa situação, meus amigos logo se identificaram com o rap nacional, que na época realmente tinha letras anti-drogas, anti-armas, e era mais consciente, como THAID E DJ HUM, ND NALDINHO, GERAÇÃO RAP, COMANDO DMCs, RACIONAIS MCs etc.
Como a maioria em 1994, eles abraçaram os RACIONAIS como grupo preferido (com músicas como "Passeio no Parque" e "Homem na Estrada"). Eles ouviam escondidos devido à ignorância dos pais e outras pessoas que não aceitavam rap como música decente, devido às gírias e palavrões nas letras. Se em SP era difícil para o rap, aqui no Nordeste era 1000 vezes mais, pois o nordestino infelizmente era muito mais desinformado. Ainda hoje não está fácil, apesar de termos um número considerável de adeptos ao rap. Mas voltando ao passado, além do rap, apresentei também o trabalho do DJ dentro do HIP-HOP e assim surgiu o primeiro grupo de rap de União dos Palmares, UNIÃO DMCs, formado por mim e alguns chegados que participavam de uma banda afro. Infelizmente, a imaturidade deles não fez o grupo vingar frutos, e foi quando mudei para a capital alagoana, Maceió, mas deixando em União dos Palmares jovens promissores para desenvolver o HIP-HOP. Jovens que já estavam se desenvolvendo no breakdance e já tinham ideia dos demais elementos do HIP-HOP.
Chegando em Maceió ainda em 1994, fui logo procurar adeptos do HIP-HOP. Já com a indicação do meu cunhado na época (Ace Lu), que devia ter uns 11 anos de idade, ele me disse que o primo dele conhecia uns caras que faziam rap e dançavam break. Por coincidência, fui morar bem próximo ao bairro que ele me indicou (SALVADOR LYRA). Sem demora, procurei o primo do Ace Lu, que me levou até CARLINHOS, DENIS e CAL. Fomos apresentados e logo as ideias foram batendo e gerando planos para desenvolvermos o HIP-HOP em Maceió. Eles me levaram ao movimento que já acontecia na capital alagoana. A primeira manifestação de hip-hop que participei, ou melhor, que prestigiei, foi numa praça no Jacintinho, mas infelizmente o que vi não era uma manifestação 100% hip-hop. Parecia mais um show de calouros em praça pública – vi o break ser sufocado pela dança da Boquinha da Garrafa, os DJs tinham discos, mas não tocavam nada relevante. Infelizmente, fiquei decepcionado e, para completar, alguns caras que estavam zuando em volta da roda começaram a brigar, dando fim ao evento.
Depois dessa decepção, trocamos ideias e os caras me disseram que não esperavam aquelas paradas erradas e falaram que não era daquela forma que o HIP-HOP deveria acontecer. Então me falaram de outra movimentação que acontecia numa praça de um bairro chamado Santo Eduardo e que lá era mais organizado: os DJs eram mais responsáveis e eu poderia até levar uns vinis para tocar. Mas, infelizmente, essa movimentação já não acontecia há tempos.
Passados uns 3 ou 4 meses, eu, Carlinhos, Denis e Cal já tínhamos formado um grupo de rap, o PLANET DMCs. Não era um grupo 100% de rap nacional, pois na época o modismo era o REP CARIOCA, como Cidinho e Doca, MC Marcinho etc. O Planet DMCs, por influência minha, rimava, mas por influência dos outros componentes também cantava funk carioca. Ainda assim, as letras eram próprias e até conscientes, pois não apelavam para a baixaria como hoje. Notei que a influência da cultura periférica em Alagoas tinha uma tendência maior para a cultura periférica carioca, ou seja, o FUNK CARIOCA.
Fomos a esse movimento no Santo Eduardo e realmente senti um clima melhor. Vi um camarada chamado ARY CONCIÊNCIA – era ele que organizava o HIP-HOP em Alagoas na época. Ele fazia parte do movimento negro e dava altas ideias no microfone, mas notei que os não ligavam muito para as ideias, só pensavam em dançar, e os DJs em tocar. Ary tentou, mas os não se organizavam como em SP, não trabalhavam o conhecimento, e assim comecei a enxergar que faltava organização no HIP-HOP alagoano. Justamente por essa falta de organização, o movimento estava em declínio: os formavam galeras, mas não crews. DJs optaram pela cena eletrônica ou apenas se tornaram animadores de festas de qualquer estilo. MCs quase não existiam – fora o PLANET DMCs, que formamos, só vi um grupo de rap uma vez, e nem lembro mais o nome.
Os adeptos foram desaparecendo aos poucos e, em 1995, os que deveriam ser a VELHA ESCOLA DO HIP-HOP EM ALAGOAS estavam praticamente aposentados e até mesmo desviados, se tornando adeptos de outras culturas, como o reggae, que dominou a maioria na periferia alagoana.
