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domingo, 3 de agosto de 2025
RIMAS DA PERIFERIA 13/07/2025
O Hip-Hop em Alta no Denisson Menezes: Rima, Arte e Movimento
As batalhas de rima continuam se reinventando, e este evento foi a prova viva dessa evolução. Mais que uma eletrizante disputa de versos, o encontro no Gama Líns entregou uma verdadeira imersão cultural: apresentações de grupos de rap, graffiti ao vivo, oficinas de rima e danças urbanas incendiaram o ambiente com energia e expressão artística.
A comunidade mergulhou em um hip-hop plural, vibrante e cheio de opções. Foi mais que entretenimento, foi pertencimento, voz e escolha. Cada elemento reforçou a potência transformadora da cultura urbana, mostrando que há muito mais do que versos afiados nas batalhas: há conexão, identidade e espaço para todos
E como se tudo já não fosse impactante, Poploock elevou o clima do evento com sua arte vibrante de graffiti. Cada traço, cada cor espalhada pelos muros parecia pulsar com a batida do hip-hop — deixando o espaço mais bonito, mais vivo, mais nosso.Sua intervenção artística coloriu o evento com identidade e emoção, transformando o local em uma verdadeira galeria urbana a céu aberto. Foi mais que pintura: foi mensagem, presença e celebração.

A oficina de rima comandada por Jovem Darli foi mais que um espaço criativo foi um ato de inclusão. Com o apoio de intérpretes de LIBRAS, o evento garantiu acessibilidade e acolhimento para participantes surdos, tornando a arte da rima uma linguagem realmente universal.
A presença de LIBRAS deu um brilho especial à oficina, reforçando que o hip-hop é para todos, sem barreiras. Foi um encontro onde cada palavra tinha voz, e cada gesto, significado, mostrando que cultura se constrói com respeito, diversidade e escuta ativa.
A vibração continuou com a presença de Lijeirinho, B.boy renomado e referência nas danças urbanas. Com carisma e técnica afiada, ele conduziu oficinas que misturaram ritmo, história e resistência corporal, tudo aquilo que o breaking representa.
Mais que ensinar passos, Lijeirinho inspirou olhares atentos e corpos em movimento, compartilhando saberes de rua e mostrando que a dança também é linguagem, é atitude, é legado. Seu envolvimento foi um convite à expressão e à liberdade por meio do corpo.
O microfone aberto foi um dos pontos altos do evento, reunindo talentos diversos da cena local. Entre as vozes que marcaram presença, Ninho do Rap se destacou com suas rimas afiadas e presença cativante, trazendo mensagens que dialogam com o cotidiano da comunidade.
Mas ele não esteve sozinho — outros MCs também subiram ao palco e mostraram a potência da diversidade do hip-hop local. Cada verso, cada flow foi um testemunho da criatividade e força que existe nas quebradas. Foi um momento coletivo de expressão, escuta e representatividade.
Com um repertório de beats pesados e bem escolhidos, ele deu consistência sonora à programação, sem precisar de bajulações — apenas talento e entrega. Sua atuação trouxe equilíbrio entre respeito à cultura e frescor de quem tá chegando com fome de mostrar serviço.
Foi mais uma prova de que o hip-hop abre espaço pra novos nomes, contanto que venham com atitude e som na medida certa.
A presença do público deu ainda mais alma ao evento!
Gente de todas as idades chegou junto: crianças curiosas, jovens vibrantes, adultos entusiasmados — todos conectados pela batida do hip-hop e pela força da cultura urbana. Essa diversidade deu ao encontro uma cara de comunidade viva, onde cada geração se encontrou, compartilhou e aprendeu.
Ver famílias inteiras reunidas, rodas se formando naturalmente e olhares atentos em cada esquina foi a prova de que o evento ultrapassou o entretenimento — ele virou ponto de encontro, aprendizado e troca real.
Inicia a batalha entre Bruno e Melanina, o palco se transformou em arena de ideias e líricas afiadas. Ambos demonstraram domínio e inteligência nos versos cada linha revelando estilo, vivência e visão.
Mas como manda o ritmo da batalha do conhecimento, só um (ou uma) pode avançar. Desta vez, foi Melanina quem seguiu adiante, com rimas que cruzaram crítica social e presença marcante. Sua vitória foi uma afirmação de conteúdo, atitude e potência feminina no hip-hop.
Direto do agreste alagoano, Mabru e Theo Arapiraca mandou seus representantes para fazer barulho!

Representatividade em cena: Saci e seus parceiros trouxeram o talento bruto da periferia alagoana direto para o palco!
A apresentação foi carregada de verdade, flow e vivência. Cada um ali representava não só sua arte, mas também a quebrada, as histórias de resistência e criatividade que brotam longe dos holofotes. Juntos, mostraram que o talento periférico é potente, expressivo e essencial para o rap alagoano.
Foi mais do que performance foi afirmação de presença. Vozes que merecem espaço e escuta, construindo uma cena vibrante que reflete a identidade de Alagoas em cada verso.
Vinda do Vergel do Lago, Huna chegou ao evento com presença, ritmo e mensagem.
Com um trabalho que une dança, performance e letra consciente, ela trouxe ao palco uma proposta que vai além do entretenimento: celebra a força da mulher preta periférica. Suas músicas não só fazem o público se mover, mas também refletir sobre identidade, luta e beleza em meio à quebrada.
A arte de Huna é corpo em movimento e alma em resistência um exemplo de como o talento periférico pode ser pulsante, afirmativo e transformador

Lendas da cena em ação: Kamikase e Mago Aplique incendiaram o palco com suas rimas afiadas e a presença de quem já construiu história no rap alagoano.
Com um repertório que ecoa vivência, resistência e paixão pelo movimento, os veteranos foram recebidos com euforia pelo público. Gente de todas as idades acompanhou as letras, vibrou com os clássicos e provou que respeito se conquista com trajetória e entrega.
Essa conexão entre gerações mostrou que o hip-hop local tem raiz firme e continua florescendo. Kamikase e Mago Aplique lembraram, em cada verso, que a cena é feita por quem nunca parou de rimar.
🧙🏽♂️✨ E com energia lá no alto, a equipe do projeto Rimas Periféricas encerrou o evento com chave de ouro!
Liderados pelo carismático Duende, na foto com cabelo verde, idealizador da iniciativa, todos os envolvidos se reuniram no palco para celebrar o sucesso do encontro. Foi um momento simbólico que traduziu o espírito colaborativo, a potência da arte e a força da comunidade que construiu cada detalhe com dedicação e afeto.
O evento alcançou seu êxito com louvor não só pela qualidade das atrações, mas pela entrega coletiva e pelo impacto gerado. Cada sorriso, cada aplauso e cada rima ecoaram como reconhecimento do trabalho bem-feito.
Finalizando em grande estilo, registramos o nome que brilhou na Batalha Rimas Periféricas: Melanina, campeã que rimou com verdade, entrega e intensidade.
Sua performance foi mais que técnica foi expressão de corpo e alma. Melanina trouxe à cena versos carregados de vivência, atitude e potência feminina periférica, conquistando o público e os jurados com autenticidade e firmeza.
Em meio a tantos talentos, sua vitória marca um momento especial: a consagração de uma voz que representa resistência, diversidade e o futuro do hip-hop alagoano.
Esse projeto é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), instituída pela Lei n° 14.399 de 08 de julho de 2022.
Matéria Paulo DJP























