A Zeno.FM Station Posse Atitude Periférica: agosto 2025

PAP diz.

HIP-HOP SEM DROGAS, periferia sem vício, é periferia menos violênta.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Kombi do Hip-Hop no Acampamento Tereza de Benguela

 

02/08/2025 Kombi do Hip-Hop leva a cultura para um lugar onde o nome dá sentido a resistência ACAMPAMENTO TEREZA DE BENGUELA
Uma comunidade em luta por melhores condições de moradia organizada pelo
 Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTS|T)  
O MTST lidera a ocupação, busca garantir o aceso a moradia digna para famílias sem teto e promover a organização social e a luta por direitos,
E nesse local de luta e resistência o hip-hop chega em 4 rodas
Atingindo exatamente o público necessário as crianças 

               Atenciosas as histórias do Griot do hip-hop alagoano Paulo DJP

Adultos e crianças assistiram um trecho do documentário HIP-HOP VIVE EM ALAGOAS produzido por Zazo (Casebre Produções)
adquirindo assim conhecimento sobre o início do hip-hop alagoano.



"DJ Coroa é o DJ oficial da Kombi do Hip-Hop, trazendo uma musicalidade diversificada que percorre todas as eras do gênero, celebrando a essência e a evolução do Hip-Hop."

"O Breaking é apresentado com o objetivo de estabelecer uma oficina permanente no local, visando atender ao grande número de crianças interessadas, que representam a promessa de continuidade e fortalecimento dessa dança envolvente e representativa." 
click na foto e veja o vídeo

"Devido às chuvas, o graffiti não pôde ser realizado, mas em breve uma segunda visita será agendada. A Kombi do Hip-Hop se tornará uma parceira cultural permanente nesse local."


 A Kombi do Hip-Hop é um projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc), operacionalizado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).




domingo, 3 de agosto de 2025

RIMAS DA PERIFERIA 13/07/2025

O Hip-Hop em Alta no Denisson Menezes: Rima, Arte e Movimento

As batalhas de rima continuam se reinventando, e este evento foi a prova viva dessa evolução. Mais que uma eletrizante disputa de versos, o encontro no Gama Líns entregou uma verdadeira imersão cultural: apresentações de grupos de rap, graffiti ao vivo, oficinas de rima e danças urbanas incendiaram o ambiente com energia e expressão artística.

A comunidade mergulhou em um hip-hop plural, vibrante e cheio de opções. Foi mais que entretenimento, foi pertencimento, voz e escolha. Cada elemento reforçou a potência transformadora da cultura urbana, mostrando que há muito mais do que versos afiados nas batalhas: há conexão, identidade e espaço para todos

E como se tudo já não fosse impactante, Poploock elevou o clima do evento com sua arte vibrante de graffiti. Cada traço, cada cor espalhada pelos muros parecia pulsar com a batida do hip-hop — deixando o espaço mais bonito, mais vivo, mais nosso.Sua intervenção artística coloriu o evento com identidade e emoção, transformando o local em uma verdadeira galeria urbana a céu aberto. Foi mais que pintura: foi mensagem, presença e celebração.





A oficina de rima comandada por Jovem Darli foi mais que um espaço criativo foi um ato de inclusão. Com o apoio de intérpretes de LIBRAS, o evento garantiu acessibilidade e acolhimento para participantes surdos, tornando a arte da rima uma linguagem realmente universal.

A presença de LIBRAS deu um brilho especial à oficina, reforçando que o hip-hop é para todos, sem barreiras. Foi um encontro onde cada palavra tinha voz, e cada gesto, significado, mostrando que cultura se constrói com respeito, diversidade e escuta ativa.






A vibração continuou com a presença de Lijeirinho, B.boy renomado e referência nas danças urbanas. Com carisma e técnica afiada, ele conduziu oficinas que misturaram ritmo, história e resistência corporal, tudo aquilo que o breaking representa.

Mais que ensinar passos, Lijeirinho inspirou olhares atentos e corpos em movimento, compartilhando saberes de rua e mostrando que a dança também é linguagem, é atitude, é legado. Seu envolvimento foi um convite à expressão e à liberdade por meio do corpo.




O microfone aberto foi um dos pontos altos do evento, reunindo talentos diversos da cena local. Entre as vozes que marcaram presença, Ninho do Rap se destacou com suas rimas afiadas e presença cativante, trazendo mensagens que dialogam com o cotidiano da comunidade.

Mas ele não esteve sozinho — outros MCs também subiram ao palco e mostraram a potência da diversidade do hip-hop local. Cada verso, cada flow foi um testemunho da criatividade e força que existe nas quebradas. Foi um momento coletivo de expressão, escuta e representatividade.


 Mandando ver , DJ Cassique mostrou que, mesmo sendo novato, tem potência pra movimentar qualquer evento.

Com um repertório de beats pesados e bem escolhidos, ele deu consistência sonora à programação, sem precisar de bajulações — apenas talento e entrega. Sua atuação trouxe equilíbrio entre respeito à cultura e frescor de quem tá chegando com fome de mostrar serviço.

Foi mais uma prova de que o hip-hop abre espaço pra novos nomes, contanto que venham com atitude e som na medida certa.

 A presença do público deu ainda mais alma ao evento!

Gente de todas as idades chegou junto: crianças curiosas, jovens vibrantes, adultos entusiasmados — todos conectados pela batida do hip-hop e pela força da cultura urbana. Essa diversidade deu ao encontro uma cara de comunidade viva, onde cada geração se encontrou, compartilhou e aprendeu.

Ver famílias inteiras reunidas, rodas se formando naturalmente e olhares atentos em cada esquina foi a prova de que o evento ultrapassou o entretenimento — ele virou ponto de encontro, aprendizado e troca real.


Inicia a batalha entre Bruno e Melanina, o palco se transformou em arena de ideias e líricas afiadas. Ambos demonstraram domínio e inteligência nos versos cada linha revelando estilo, vivência e visão.

Mas como manda o ritmo da batalha do conhecimento, só um (ou uma) pode avançar. Desta vez, foi Melanina quem seguiu adiante, com rimas que cruzaram crítica social e presença marcante. Sua vitória foi uma afirmação de conteúdo, atitude e potência feminina no hip-hop.


Direto do agreste alagoano, Mabru e Theo Arapiraca mandou seus representantes para fazer barulho!


                       
Luz é daqueles artistas que expandem fronteiras, misturando influências e criando algo único. Com uma fusão envolvente entre rap e afrobeat, ele constrói um som que pulsa ancestralidade, estilo e inovação.
Seus versos transitam entre crítica social e ritmo dançante, explorando possibilidades que ultrapassam gêneros. Com atitude e autenticidade, Luz representa uma cena independente que não tem medo de experimentar e acerta em cheio ao fazer isso.

 

Representatividade em cena: Saci e seus parceiros trouxeram o talento bruto da periferia alagoana direto para o palco!

A apresentação foi carregada de verdade, flow e vivência. Cada um ali representava não só sua arte, mas também a quebrada, as histórias de resistência e criatividade que brotam longe dos holofotes. Juntos, mostraram que o talento periférico é potente, expressivo e essencial para o rap alagoano.

Foi mais do que performance  foi afirmação de presença. Vozes que merecem espaço e escuta, construindo uma cena vibrante que reflete a identidade de Alagoas em cada verso.



Vinda do Vergel do Lago, Huna chegou ao evento com presença, ritmo e mensagem.

Com um trabalho que une dança, performance e letra consciente, ela trouxe ao palco uma proposta que vai além do entretenimento: celebra a força da mulher preta periférica. Suas músicas não só fazem o público se mover, mas também refletir sobre identidade, luta e beleza em meio à quebrada.

A arte de Huna é corpo em movimento e alma em resistência  um exemplo de como o talento periférico pode ser pulsante, afirmativo e transformador





                           

 Lendas da cena em ação: Kamikase e Mago Aplique incendiaram o palco com suas rimas afiadas e a presença de quem já construiu história no rap alagoano.

Com um repertório que ecoa vivência, resistência e paixão pelo movimento, os veteranos foram recebidos com euforia pelo público. Gente de todas as idades acompanhou as letras, vibrou com os clássicos e provou que respeito se conquista com trajetória e entrega.

Essa conexão entre gerações mostrou que o hip-hop local tem raiz firme e continua florescendo. Kamikase e Mago Aplique lembraram, em cada verso, que a cena é feita por quem nunca parou de rimar.

🧙🏽‍♂️✨ E com energia lá no alto, a equipe do projeto Rimas Periféricas encerrou o evento com chave de ouro!

Liderados pelo carismático Duende, na foto com cabelo verde, idealizador da iniciativa, todos os envolvidos se reuniram no palco para celebrar o sucesso do encontro. Foi um momento simbólico que traduziu o espírito colaborativo, a potência da arte e a força da comunidade que construiu cada detalhe com dedicação e afeto.

O evento alcançou seu êxito com louvor não só pela qualidade das atrações, mas pela entrega coletiva e pelo impacto gerado. Cada sorriso, cada aplauso e cada rima ecoaram como reconhecimento do trabalho bem-feito.




Finalizando em grande estilo, registramos o nome que brilhou na Batalha Rimas Periféricas: Melanina, campeã que rimou com verdade, entrega e intensidade.

Sua performance foi mais que técnica  foi expressão de corpo e alma. Melanina trouxe à cena versos carregados de vivência, atitude e potência feminina periférica, conquistando o público e os jurados com autenticidade e firmeza.

Em meio a tantos talentos, sua vitória marca um momento especial: a consagração de uma voz que representa resistência, diversidade e o futuro do hip-hop alagoano.

Esse projeto é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), instituída pela Lei n° 14.399 de 08 de julho de 2022.

Matéria Paulo DJP