A Zeno.FM Station Posse Atitude Periférica: 2025

PAP diz.

HIP-HOP SEM DROGAS, periferia sem vício, é periferia menos violênta.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Conheçam o Clube dos DJs AL.

 


 Uma equipe formada por veteranos das pistas, com estilos musicais dançantes que vão além do Hip-Hop: Techno, House, Break Beat, Soul e Funk dos anos 70, 80, 90 até os dias atuais.


O grupo nasceu de um encontro na Casa da Cultura Hip-Hop Alagoas, reunindo antigos tocadores de discos que marcaram presença nos movimentos de rua, como eram conhecidos os encontros dos pioneiros do Hip-Hop alagoano.

O objetivo do Clube dos DJs é apresentar boas músicas dançantes de várias épocas e vertentes mantendo viva a arte da discotecagem com discos de vinil, sem deixar de lado as novas tecnologias voltadas para os DJs. Com uma verdadeira parafernália de som e iluminação, o grupo transforma praças e outros espaços em pistas de dança, relembrando as boas discoltheques e danceterias, pontos de encontro da juventude entre os anos 70 e 90.


Se liga nas lendas desse clube

DJ Caique Santos é colecionador de vinil, especialista em Freestyle e amante da música eletrônica. Presente nas primeiras manifestações do Hip-Hop alagoano nos anos 90, foi DJ do grupo de RAP Planet DMC's em 1996, numa época em que o RAP começava a dar as caras na cena local, ainda em construção e resistência.

DJ ASB é especialista em Rap Nacional e Soul Funk, apaixonado pela cultura Hip-Hop desde o início dos anos 2000. É um dos principais construtores do movimento em Alagoas e fundador da CIA HIP-HOP AL, o terceiro coletivo do gênero a surgir no estado. A CIA foi responsável por um dos eventos mais marcantes da cena alagoana nos anos 2000: o Abril Pró Hip-Hop, que reuniu artistas, público e ideias em torno da cultura. DJ ASB também foi um dos primeiros produtores de Rap Alagoano, atuando junto ao grupo Família das Ruas.


DJ Coroa Emerson é outra lenda viva do Hip-Hop alagoano. Começou como dançarino de Breaking nos anos 80 e se tornou DJ nos anos 90. Frequentou as primeiras rodas de breaking na Praça Jornalista Denis Agra, considerado o primeiro berço do Hip-Hop em Alagoas. Foi DJ do grupo Aliança de Rua, um dos pioneiros do Rap no estado, e organizou treinos de breaking no Conjunto Eustáquio Gomes. É um dos DJs mais requisitados para tocar em campeonatos e cyphers de breaking em Alagoas, mantendo viva a essência da cultura de rua.

                                 

Paulo DJP é DJ, B-boy, grafiteiro e MC. Desde criança, nos anos 70, já era influenciado pela Soul Music, o que despertou seu gosto pela dança. Nos anos 80, foi contaminado pela febre chamada Breakdance e se engajou nas danças urbanas. Aos 20 anos, nos anos 90, descobriu as vertentes do Hip-Hop, que adotou como estilo de vida. Se aprofundou no elemento DJ, seguindo o exemplo de Afrika Bambaataa, e fundou o primeiro coletivo de Hip-Hop alagoano: a (P.A.P) Posse Atitude Periférica, tornando-se pioneiro na organização do movimento no estado. Hoje, é considerado mestre griô do Hip-Hop alagoano, atuando como produtor cultural, comunicador, oficineiro, educador social e historiador.


E assim o Clube dos DJs AL vem somar com a cultura Hip-Hop, levando exatamente para sua devida casa: as ruas. Ao mesmo tempo, representa outras vertentes musicais, relembrando momentos que só quem viveu conhece e sabe o quanto foi feliz nas baladas, onde a dança e o gosto por uma boa música eram a principal diversão de uma geração.

Click aqui para assistir o vídeo https://youtu.be/c6SsSXKHF7c

do encontro que deu origem ao Clube dos DJ's AL.






domingo, 19 de outubro de 2025

Quebrada em Movimento & Rimas e Cidadania nas escolas

16/10/2025  Dois projetos contemplados pela PNAB fortalecem a cultura Hip-Hop alagoana com ações nas escolas.

Quebradas em Movimento, articulado pelo Time da Quebra, e Rimas & Cidadania, liderado pelo MC Duende, estão promovendo atividades na Escola Maria Ivone Santos, na Cidade Universitária. Os projetos apresentam as vertentes do Hip-Hop de forma pedagógica, incentivando a participação dos alunos e valorizando a cultura periférica.

Muitos jovens absorvem o conhecimento entendendo de forma real o propósito da cultura. Ao vivenciar o Hip-Hop dentro da escola, eles não apenas aprendem sobre suas linguagens artísticas, mas também reconhecem seu papel como ferramenta de transformação social, identidade e resistência.

Breaking, Graffiti, Rap e DJ são apresentados de forma envolvente, seja ao contar a história do Hip-Hop ou com a participação direta do público. A dinâmica proposta pelos palestrantes transforma os alunos em protagonistas, criando um ambiente onde a cultura é vivida e compreendida na prática.
artes O Inxame

Essa foi a terceira edição do projeto. As duas anteriores aconteceram em escolas diferentes, sempre com o mesmo propósito: mostrar a real caminhada do Hip-Hop em Alagoas e no mundo. É muito importante que esses projetos aconteçam, principalmente diante de uma nova geração que conhece o lado estético e midiático da cultura pelas redes sociais, muitas vezes distorcido, ilusório e distante do verdadeiro propósito do Hip-Hop como ferramenta de consciência, resistência e transformação.
confiram mais imagens e vídeos pelas redes sociais 

O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc
(PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc), operacionalizado pela Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.






  

 




sábado, 18 de outubro de 2025

Roda de conversa mulheres do HIP-HOP alagoano

 



No mês de março de 2025, a posse Atitude Periférica promoveu um encontro memorável na Casa da Cultura Hip-Hop Alagoas: uma roda de conversa potente, sensível e necessária com mulheres que fazem e vivem o Hip-Hop alagoano.

Reunindo representantes de diferentes épocas e elementos da cultura Hip-Hop, do rap ao break à militância, o evento foi um verdadeiro mosaico de histórias, lutas e conquistas. Cada fala foi um testemunho da resistência, criatividade e representatividade dessas mulheres que, com coragem e talento, constroem diariamente a cena cultural das periferias alagoanas.

Mais do que uma troca de experiências, a roda foi um espaço de afeto, escuta e fortalecimento coletivo, reafirmando o papel essencial das mulheres na construção e transformação do Hip-Hop local. Foi uma experiência profundamente gratificante para a cultura, que reverberou em cada verso, cada relato e cada gesto de sororidade.

A Posse Atitude Periférica segue firme em seu propósito de valorizar as vozes da quebrada, promovendo encontros que inspiram, educam e transformam. Que venham mais rodas, mais falas, mais presenças. Porque quando elas falam, a periferia inteira escuta e se fortalece. 

ELHY SANTOS, rapper pioneira de Marechal Deodoro, carrega no olhar a força de quem transforma a realidade com arte e coragem. Além de ser uma das vozes femininas do Hip-Hop alagoano, ela também atua como bombeira socorrista, profissão que exige bravura e entrega. Mãe dedicada, ELHY enfrenta diariamente os desafios de conciliar suas múltiplas jornadas, sem jamais abandonar a cultura que a formou. Sua presença é resistência, sua trajetória é inspiração.


B.girl Môni, veterana do breaking alagoano, é símbolo de resistência, talento e dedicação. Uma das poucas b.girls de Alagoas a se engajar profundamente na cultura Hip-Hop, Môni não apenas brilhou nas batalhas, como também levou o breaking para as salas de aula, transformando sua paixão em ferramenta de educação e transformação social. Já representou e segue representando Alagoas em competições por todo o Brasil, seja como competidora ou jurada. Casada com o também veterano B.boy Kiko e mãe de três filhos, ela ainda encontra tempo e energia para ser instrutora de mais de 100 alunos em projetos nas escolas de União dos Palmares. Com sua força, amor pela cultura e compromisso com as novas gerações, Môni é inspiração viva para o presente e o futuro do Hip-Hop.

Maria Cícera, conhecida como Patota, é uma das pioneiras do breaking em Alagoas, iniciando seus passos na dança em 2001, quando ainda era raro ver mulheres ocupando esse espaço. Mas sua contribuição para o Hip-Hop vai muito além da dança: Patota foi peça-chave na organização da cultura no estado, abrindo as portas de sua casa para reuniões, atuando como uma verdadeira cronista do movimento, anotando, registrando e fotografando momentos históricos da Posse Atitude Periférica (P.A.P), da qual é uma das idealizadoras e fundadoras. Hoje, ao lado do GRIO Paulo DJP, seu companheiro de vida e militância, segue firme no apoio às ações culturais, sempre buscando que tudo aconteça da forma mais saudável e coletiva possível. Patota é memória viva, é base, é raiz do Hip-Hop alagoano.

Valdíria, companheira do veterano B.boy Lijeirinho de Marechal Deodoro, representa uma força muitas vezes invisível, mas essencial dentro da cultura Hip-Hop. Mesmo sem praticar diretamente os elementos da cultura, sua presença, apoio e dedicação são fundamentais. Acompanhando seu parceiro em batalhas, apresentações e eventos, Val fortalece o movimento com seu companheirismo e cuidado. Como foi dito na própria roda de conversa, Lijeirinho não seria o que é no Hip-Hop sem ela ao seu lado. Valdíria é prova viva de que, por trás de grandes nomes da cena, há mulheres igualmente grandiosas, sustentando, incentivando e fazendo a cultura acontecer nos bastidores com amor e resistência.



Abgail, MC de batalha e rapper de Marechal Deodoro, é a personificação da força tranquila. Com expressão serena e fala afiada, ela transforma o diálogo em rima e a rima em ferramenta de consciência. Integrante do coletivo Batalha da Lost, produtora e educadora cultural, Abgail também é praticante de jiujutsu, arte que ela compartilha com dezenas de crianças em um projeto social que oferece aulas gratuitas. Mais do que ensinar golpes, ela oferece escolhas saudáveis, caminhos possíveis e exemplos reais. Sua atuação no Hip-Hop e no esporte é um chamado para que todos nós façamos o mesmo: usar nossas paixões como pontes para o futuro.

Encerramos este registro com a certeza de que momentos como esse não podem ser esquecidos.
Em março de 2025, a Posse Atitude Periférica promoveu uma roda de conversa histórica na Casa da Cultura Hip-Hop Alagoas, reunindo mulheres que representam diferentes épocas e elementos do Hip-Hop alagoano. Foi um encontro potente, repleto de trocas, afetos e vivências que reafirmam o papel essencial das mulheres na construção da cultura periférica.

Embora problemas técnicos tenham nos impedido de registrar esse momento como gostaríamos, a memória permaneceu viva. E agora, com as imagens recuperadas, eternizamos aqui no blog esse capítulo tão importante da nossa caminhada.

Porque o Hip-Hop que construímos vai muito além do palco e da estética. Ele é ferramenta de transformação, educação, fortalecimento de vínculos e construção de caráter. E essas mulheres são prova viva disso — sementes que seguem germinando saberes e inspirando novas gerações.



 




terça-feira, 30 de setembro de 2025

Kombi do Hip-Hop em Palmeira dos Índios

27/07/2025 – Rolé da Kombi do Hip-Hop em Palmeira dos Índios

No dia 27 de julho, a Kombi do Hip-Hop fez seu primeiro rolé pelo interior de Alagoas, visitando o município de Palmeira dos Índios. Fomos calorosamente recebidos pelo coletivo local Batalha das Tribos, que nos acompanhou em uma potente troca de saberes na comunidade das Ribeiras.

A ação fortaleceu todos os elementos da cultura hip-hop  breaking, grafite, rap e DJ e reafirmou o compromisso do projeto com a ocupação cultural dos territórios periféricos. Foi um dia de conexão, resistência e celebração da arte urbana como ferramenta de transformação social.


Nem sempre a rua está pronta pra receber a tinta, mas a arte encontra seu caminho.
Infelizmente não conseguimos autorização para grafitar diretamente no muro, mas improvisamos com uma tela — que agora fica como lembrança viva para os hip-hoppers locais. Resistência é também adaptação.


Enquanto os MCs mandavam suas rimas ao vivo, o telão pulsava com vídeos diversos sobre o hip-hop em Alagoas.
Documentários, clipes e registros históricos criavam uma atmosfera envolvente, conectando passado e presente da cultura urbana local. Foi uma verdadeira imersão audiovisual que fortaleceu a mensagem e ampliou a experiência do público.







A rua é a verdadeira casa do hip-hop — e em Palmeira dos Índios, ela nos recebeu de braços abertos.
Nossa intervenção cultural levou rap, grafite, break e DJ direto para o coração da comunidade. Onde as quatro rodas da Kombi passam, os quatro pilares do hip-hop se manifestam, espalhando arte, identidade e conhecimento. Foi um encontro potente, que enriqueceu tanto o público quanto os artistas presentes, reafirmando que o hip-hop vive e pulsa nas ruas.

Ação concluída, equipe firme e coração cheio. Agora é hora de encarar os 130 km de estrada noturna rumo à casa — uma viagem cansativa, sim, mas satisfatória. Cada quilômetro carrega o peso leve da missão cumprida e da cultura que seguimos espalhando. Hip-hop é movimento, e seguimos em frente.

Deixamos nossa marca em Palmeira dos Índios não só nas paredes, mas nos corações e nas ideias que circularam. A energia da comunidade, a troca de saberes e a força do hip-hop nos inspiram a voltar em breve com ainda mais ações, mais arte e mais conexão. Até já, Ribeiras!

Mais fotos e vídeos @kombidohiphop

O projeto Kombi do Hip-Hop é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc), operacionalizado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).”



 

  

 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Finalizada primeira temporada do Projeto Kombi do Hip-Hop

 

A Kombi do Hip-Hop percorreu diversos territórios alagoanos, conectando expressões urbanas, saberes populares e muita resistência cultural. Ao longo dessa primeira temporada, o projeto passou por diferentes localidades, entre elas Palmeira dos Índios, Marechal Deodoro e São Miguel dos Milagres  mas também marcou presença em espaços urbanos e periféricos da capital, fortalecendo a cena e promovendo encontros potentes.

Cada parada trouxe seus próprios desafios: desde contratempos mecânicos até adaptações de última hora. Mas com garra e compromisso, a equipe seguiu firme, cumprindo sua missão de levar o hip-hop como ferramenta de educação, identidade e transformação.

Encerramento 24/08/2025 em São Miguel dos Milagres

A última parada desse ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) foi em São Miguel dos Milagres, em parceria com o coletivo CL BEATS PRODUÇÕES, também contemplado pela PNAB com o projeto REP – Raízes e Expressões do Povo.

O evento foi uma celebração plural, que apresentou aos miguelenses não apenas o universo do hip-hop — com rimas, beats, dança e graffiti — mas também outras manifestações da cultura popular, criando um espaço de escuta, troca e pertencimento.

Mais do que um encerramento, foi um marco: a confirmação de que a cultura pulsa onde há povo, e que o hip-hop segue sendo ponte entre vozes, territórios e histórias.



Nas imagens, vemos PopLoock, o graffiteiro oficial da Kombi, em plena ação criativa ao lado de Paulo DJP, Preto M e do artista local Luiz Gusta.
Juntos, eles transformaram um muro em manifesto, presenteando a cidade com uma obra grandiosa que pulsa identidade, cor e resistência.
Cada traço carrega a força do coletivo, a energia da rua e o compromisso com a cultura popular.

Mais que tinta é memória viva sendo escrita em pincel, rolinho e spray. 



Durante o evento REP – Raízes e Expressões do Povo, o grupo CL BEATS subiu ao palco com a firmeza de quem carrega história. Representando o rap de São Miguel dos Milagres, o coletivo trouxe à tona não apenas rimas afiadas, mas também a memória viva de uma caminhada que já soma anos de resistência e criação.

Reconhecidos como precursores do hip-hop na região, os integrantes do CL BEATS têm sido fundamentais para manter acesa a chama da cultura urbana no litoral norte de Alagoas. Suas letras, beats e presença são reflexo de um compromisso com o território, com a juventude e com a arte como ferramenta de transformação.

Naquela noite, não foi apenas uma apresentação — foi um reencontro entre o grupo e sua comunidade, entre o palco e a rua, entre o passado e o futuro do rap miguelense.


Durante o evento, os B.Boys deram um verdadeiro show de técnica e atitude na batalha 1x1. Cada movimento foi uma declaração de estilo, cada rodada uma aula de resistência e criatividade.

No final, quem levou o título foi o B.Boy Speed Jhon, representando com orgulho a crew Original Break Flava de Maceió, AL. Com giros precisos, footwork afiado e presença marcante, Speed Jhon conquistou o público e os jurados, mostrando por que o breaking alagoano merece respeito.

Essa batalha não foi só competição — foi celebração da cultura, da rua e da arte que pulsa no corpo. 



 

Nossa guerreira já dava sinais de cansaço na ida para São Miguel dos Milagres. Problemas mecânicos exigiram esforço coletivo: empurramos, caminhamos, enfrentamos ladeiras — muitas ladeiras. Mas como sempre, a força da equipe e o compromisso com a cultura fizeram o trajeto valer cada passo.

Na volta, optamos por seguir pela BR-101, numa rota mais suave. Ainda assim, a Kombi precisou descer duas vezes até alcançar a região do Poço, em Maceió, onde foi guinchada até o bairro da Santa Lúcia, na parte alta da cidade.

Mas tudo isso já estava previsto. A Kombi do Hip-Hop está passando por revisão não como fim, mas como recomeço. Embora o ciclo da PNAB tenha sido concluído, a Kombi segue viva. Com menos intensidade, talvez, mas com o mesmo propósito: levar cultura, arte e resistência a diferentes localidades da capital e do interior de Alagoas.

Se você está lendo esta matéria, saiba:
A Kombi do Hip-Hop já voltou a rodar.
De um canto a outro, ela segue conectando vozes, territórios e expressões.
Porque cultura não para. E a Kombi também não.

Vejam mais fotos e vídeos https://www.instagram.com/rep.povo/




Kombi do Hip-Hop projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (Minc), operacionalizado pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult).”
 




 




quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Kombi do Hip-Hop em Marechal Deodoro

 

Mais uma parada, mais uma conexão potente com a cultura de rua. Dessa vez, nossa equipe foi recebida com muito carinho e respeito em Marechal Deodoro, durante o evento  Batalha da Lost — um verdadeiro celeiro de talentos e resistência cultural.

O coletivo Lost Crazy, que há anos fortalece a cena hip-hop no município, vem mostrando que o trabalho sério e comprometido com a arte transforma realidades. Recentemente contemplado pelo edital da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o grupo realizou o 1º Circuito de Educação e Hip-Hop, com oficinas de rima em escolas públicas, levando a seriedade do hip-hop para transformação social na sociedade.

A presença da Kombi do Hip-Hop nesse encontro foi mais do que simbólica — foi a celebração de uma cultura viva, periférica e potente. Seguimos firmes, conectando territórios, valorizando vozes e construindo pontes através da arte.


Nem o céu fechado, nem o vento cortante foram capazes de frear a energia de quem vive e respira cultura. Em uma noite chuvosa e fria, a orla lagunar de Marechal Deodoro se transformou em palco de rimas afiadas, beats pulsantes e vozes que ecoam resistência.

A Batalha da Lost, iniciativa do coletivo Lost Crazy, mostrou mais uma vez que o hip-hop não depende de condições ideais, ele acontece onde há vontade, coragem e comunidade. Sob tendas que até ampararam a chuva porem o frio e o vento castigaram quem se fez presente, o público se manteve firme, vibrando com cada verso e fortalecendo a cena local com presença e respeito.

Foi mais do que um evento. Foi um manifesto vivo de que a cultura não se dobra ao clima ela floresce mesmo sob tempestades.




B,boys da Cristo Crew e da Kombi do Hip-Hop garantiram uma bela demonstração de breaking


Na orla lagunar de Marechal Deodoro, o que se viu foi mais do que uma batalha de rimas. Foi a fusão viva dos elementos que compõem o hip-hop: o breaking, com seus movimentos que desafiam a gravidade; a rima, que traduz sentimentos e vivências em versos afiados; e o público, que vibra, apoia e se reconhece na cultura.

Cada parte se alimenta da outra. O dançarino inspira o MC, o verso embala o passo, e a plateia transforma tudo em energia coletiva. É nesse ciclo que o hip-hop se fortalece — como arte, como movimento, como ferramenta de transformação.

Todos ganham: quem se apresenta, quem assiste, quem organiza. Porque quando há união, o hip-hop não apenas acontece — ele transcende.

Infelizmente, as condições climáticas não colaboraram e o graffiti, uma das expressões mais visuais e impactantes do hip-hop, não pôde ser realizado dessa vez. A chuva impediu os traços de ganharem vida, mas não apagou o desejo de transformar espaços com cor, mensagem e identidade.

A Kombi do Hip-Hop, que já deixou sua marca promete voltar. E quando retornar, será com força total, trazendo o graffiti como parte essencial do seu repertório artístico. Marechal Deodoro ainda vai ver seus muros falarem alto, com tinta, atitude e história.