A Zeno.FM Station Posse Atitude Periférica: PRA REFLETIR

PAP diz.

HIP-HOP SEM DROGAS, periferia sem vício, é periferia menos violênta.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PRA REFLETIR

URURU a frente atraz os 5 remanacentes do povo akuntsu

Se somos do hip-hop brasileiro, temos que relatar nossas raizes negras e indigenas tambem, por isso posto aqui essa materia, para nos do hip-hop alagoano e acima de tudo brasileiros, refletimos sobre nossos indigenas os primeiros brasileiros e que podemos colocalos em nossas rimas, graffites e emfim o hip-hop nacional deve gritar por eles tambem.

INDIA URURU

Uma das últimas sobreviventes do povo indígena akuntsu morreu em Rondônia. Ururu, que tinha cerca de 85 anos e era a mais velha do grupo, estava doente e deixou apenas cinco familiares – os últimos representantes do seu povo, dizimado nas décadas de 1970 e 1980 durante a colonização do estado.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (19) pela ONG inglesa Survival International e confirmadas pela Funai.
“Ela faleceu há três semanas. Estava doente, tentamos levá-la para a cidade, mas ela preferiu ficar”, conta Elias Biggio, chefe da Coordenação-Geral de Índios Isolados da fundação
Com a morte de Ururu restam apenas cinco índios do povo akuntsu, que vive na reserva Rio Omerê, em Rondônia.
Das cinco pessoas que restaram, outra também já está muito doente. É Konibu, irmão de Ururu e hoje o mais velho da tribo.
Além dele, vivem lá sua esposa, duas filhas e um senhor de mais de 50 anos, filho adotivo da índia que faleceu.
Caso as duas mulheres mais jovens não tenham descendentes – a mais nova já tem 25 anos –, os akuntsus desaparecerão.
Segundo Biggio, a Funai não pode estimulá-las a namorar ou a terem filhos. “São eles [os índios] que têm que procurar isso.
ULTIMOS ISOLADOS
Os akuntsus são um dos últimos índios isolados contatados pela Funai. Em 1995, quando foram encontrados, ainda havia sete membros na tribo. Hoje eles vivem dentro da terra indígena Rio Omerê, que tem 262 km² e é dividida com os Kanoê.
A história do massacre contra os índios e o reencontro com o homem branco podem ser vistas no documentário “Corumbiara”,
de Vicent Carelli, que levou o prêmio de melhor filme no último Festival de Cinema de Gramado.
Mais informações sobre os akuntsus podem ser encontradas no site da Survival.
MASSACRE NOS ANOS 80
Mesmo com a idade avançada, a perda de Ururu é grande não só para sua etnia, mas para todos os brasileiros que perdem um tanto de história já quase extinta. Nos anos 80 os, aproximadamente, 30 Akuntsu foram vítimas de um massacre no município
de Corumbiara/ RO. O recorrente conflito de terras na região dizimou quase toda a etnia.
À época, restaram sete sobreviventes que, ainda hoje, carregam as marcas dos tiros em seus corpos. Com a perda de Ururu, o grupo fica com seus últimos cinco guerreiros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário